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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

SyncroPC is back: It isn’t a choice, but if it was...

SyncroPC de novo postando, gente. Espero não incomodar muito a apreciação de vocês ao blog da A., rs.

Hoje eu queria falar sobre uma coisa que eu penso já há algum tempo, mas normalmente eu não tenho com quem discutir. Não quero impor o que vou dizer aqui a ninguém, mas acho um tópico de discussão interessante, um assunto que sempre me fez pensar, e quem sabe poderíamos discutir mais nos comentários.

Acho que todos aqui já devem ter presenciado, alguma vez, em meio a algum discurso a respeito da não-heterossexualidade, principalmente no que diz respeito ao tópico “opção x orientação sexual” aquelas célebres palavras que muitos enchem o peito para dizer: “Ser gay não é uma opção. Eu nasci assim.” E, às vezes, ainda mais, vindas sob a forma do “Você acha que eu escolhi ser gay? Se eu pudesse escolher, eu escolheria ser comum e não ser alvo de preconceitos, é claro! Seria muito mais fácil para mim!

Mas aqui e agora, eu lanço a pergunta a vocês: Se você pudesse escolher, você seria hétero?

Eu quero dizer, é claro que eu, como gay, entendo muito bem o que passa na cabeça das pessoas antes de fazerem afirmativas como essas. Afinal, não ser heterossexual não é fácil pra ninguém, muito pelo contrário. Mas cá entre nós, esse tipo de pensamento é realmente construtivo e nos leva para um mundo melhor? Eu quero dizer, na minha visão, um discurso de “Infelizmente eu não pude escolher e nasci assim. Mas já que as coisas são desse jeito, quero que me tratem bem.” não seria um discurso, de certa forma, próximo de “Homossexualidade é uma doença com a qual alguns nascem, e o que a gente faz é tentar adaptar o mundo, assim como fazemos com os deficientes.”

O que eu quero dizer é que eu, pelo menos, tenho certeza de que não sou doente. E que ser gay é só mais uma das infinitas coisas que eu sou, e justamente por isso detesto esse tipo de discurso. Eu sou gay porque sou, simples assim. Não importa se eu nasci desse jeito ou não, o que importa é que eu não apenas sou, como também tenho o direito de ser. Aliás, e se eu tivesse escolhido ser gay? Isso me tornaria de alguma forma “menos digno” dos direitos homossexuais? Assim como sexualidade , na concepção atual, não é uma escolha; e se fosse, qual seria o problema?

Enfim, se eu pudesse escolher, eu seria gay sim. Porque acho que se eu não fosse gay, eu deixaria de ser quem eu sou e ter vivido as coisas que eu vivi. Ser gay faz parte da definição de quem eu sou, e entender isso é fundamental.

Mas e você, se pudesse escolher...?

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Bem, acho que essa questão de se fazer de vítima é uma forma de preconceito consigo mesmo(a).
Para quem ainda não se aceitou, é compreensível.
Mas, para quem já se aceita, o post do Syncro propõe uma reflexão importante.
Se eu pudesse escolher ser gay ou não, acredito que escolheria ser gay sim.
Quotando o Syncro, faz parte de mim.
Anyway, acho que o argumento de não ter sido uma escolha é muito válido para combater a homofobia. Porque, infelizmente, tem muita gente que acha que ser gay é falta de estrutura familiar e/ou vergonha na cara. E, assim como o Syncro e eu, muitos gays provam que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Rainbow kisses!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Parada Gay

Olá!
Sei que estou MUITO atrasada, mas comentarei sobre a 16ª Parada do Orgulho Gay do Rio de Janeiro realizada no dia 9 de outubro (domingo).
Foi a minha primeira vez numa PG.
Devo dizer que a energia é contagiante. Ver todos aqueles carros passando, as pessoas vestidas da forma que queriam, os casais reafirmando seu amor...
Mas, infelizmente, esperava mais.
Havia muita gente lá apenas para "se pegar", o que, ao meu ver, estraga a imagem do movimento. Mas a maioria dessas pessoas eram... (PASMEM!) heterossexuais.
Uma coisa é ir à Parada por concordar com as ideias propostas por ela. Outra é ir lá e ajudar a degradar a imagem dela. Vi até um garoto com a mão dentro do short de uma garota, para vocês terem noção da situação...!
Outro lado ruim é o tumulto no final, quando os carros param. Muitas pessoas estavam "altinhas", então acabavam não se preocupando com o bem-estar alheio.

Muitos gays deixam de ir na PG por saberem que a imagem dela está bastante prejudicada (poucos são os jornais/noticiários que não falam mal dela).
Como um amigo meu disse, a ausência deles é ruim, pois, se eles fossem à Parada, talvez o significado dela mudasse. Talvez ficaria até "feio" rolar pegação e tal.
Ou, mesmo que a pegação continuasse, talvez algumas causas ficassem mais visíveis e muitas pessoas deixassem de ver a PG como um carnaval fora de época.

Bem, não sei se irei a uma Parada Gay novamente, mas não descarto essa possibilidade.
Acho que é importante marcar presença sempre que possível, pois os maiores interessados somos nós mesmos.

Para detalhes técnicos (-q) e iBagens, clique aqui e aqui, respectivamente. rs


Rainbow Kisses!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Qual é o sexo do seu cérebro?

Faça o teste clicando aqui. ;D

Pedi para alguns amigos e amigas fazerem o teste também.

Vamos analisar de duas formas...

Na primeira, vamos dividir as pessoas por orientação sexual.
As mulheres estarão em rosa, os homens estarão em roxo.
A cor dos pontos está de acordo com a escala do teste (1~9 = cérebro masculino = verde, 10 = neutro = preto, 11~20 = cérebro feminino = rosa escuro).

Grupo gay

V.: 14 pontos
Eu: 13 pontos
R.: 12 pontos
VHCS: 11 pontos
Syncro: 8 pontos
C.: 4 pontos

Grupo hétero

L.: 17 pontos
M.: 16 pontos
M.²: 14 pontos
C.²: 12 pontos
I.: 10 pontos
G.: 10 pontos
J.G.: 3 pontos

Na segunda, vamos observar as pessoas por sexo.
Mais uma vez, a cor dos pontos está de acordo com a escala do teste (1~9 = cérebro masculino = verde, 10 = neutro = preto, 11~20 = cérebro feminino = rosa escuro).
Os gays estarão com o nome em verde água. Os héteros estarão com o nome em vermelho.

Meninas

L.: 17 pontos
M.: 16 pontos
M.²: 14 pontos
Eu: 13 pontos
C.²: 12 pontos
I.: 10 pontos
C.: 4 pontos

Meninos

V.: 14 pontos
R.: 12 pontos
VHCS: 11 pontos
G.: 10 pontos
Syncro: 8 pontos
J.G.: 3 pontos

Sabe o que isso significa? Nada! HAUHAUHAUAU!
O que quero dizer é que ser gay não te faz ter um cérebro diferente do seu sexo, assim como nem todo hétero tem o cérebro tão de acordo com seu sexo.

É verdade, a maioria dos garotos gays que participaram da minha pequena pesquisa têm cérebro feminino, mas existem muitos com o cérebro masculino, assim como o Syncro. rs
O meu cérebro é feminino, assim como o de muitas meninas héteros ou lésbicas. Mas também existem mulheres (tanto lés quanto ht) que têm o cérebro masculino (ou quase isso). Como vocês podem ver, algumas amigas héteros minhas possuem o cérebro mais masculino que o meu (em termos de pontos na escala rs).

Enfim, o teste não determina a sexualidade de ninguém. Só diz se temos facilidade de realizar tarefas cerebrais mais comuns no sexo oposto. (Ok, não sei se essa frase vai fazer sentido LOL)

Rainbow kisses!

sábado, 3 de setembro de 2011

Uma revolta

Olá, leitores!
Sei que estou desleixada com o blog, mas prometo melhorar.
Estou revoltada com um assunto já faz algum tempo. Aproveitarei a revolta para postar, já que ultimamente não tenho tido ideias boas para posts. D:

Tenho visto algumas garotas hétero colocarem no Facebook que estão namorando (/ficando/noivas/casadas/etc) com outras garotas. Isso mesmo: Garotas H-E-T-E-R-O-S-S-E-X-U-A-I-S.
Isso me revolta DEMAIS.

Ser gay não é bagunça, minha gente! Ser gay é coisa séria! Aliás, seríssima. Infelizmente, somos criados para sermos hétero. E, quando percebemos que não somos, sofremos. Quando assumimos quem nós somos, sofremos novamente. Talvez a causa do sofrimento não seja a família, mas o resto do mundo. Ou vocês acham que é legal ouvir críticas a nosso respeito o tempo todo? Somos julgados simplesmente por não gostarmos do sexo oposto. É como ser julgado por ser negro. Por ser gordo. Por ser loiro.

E, quando uma hétero de merda coloca que está namorando uma garota, isso faz com que as pessoas encarem tudo aquilo que lutamos como brincadeira. "Ser gay é brincadeira!".
É por isso que tem um monte de gente que pensa que ser gay é uma escolha. Não, eu não sou gay porque escolhi isso! Ou vocês acham que eu escolheria dificultar a minha vida inteira por diversão?! Por puro masoquismo?!

É por isso que tem um monte de homem hétero ridículo que pensa que ser lésbica é brincadeira. Que ele pode se meter no meio numa boa que elas vão ADORAR.
Não, não vão. Elas não querem você no meio delas, atrapalhando. Elas sentem NOJO desse seu desejo.

Então, cara hétero, pense nas coisas primeiro.
Quer brincar de ser lésbica?
Vai se assumir para seus pais. Vai lutar pelos seus direitos. Vai tentar adotar uma criança e ser recusada, porque um juiz de merda pensa que você e sua mulher não são uma família adequada para ela.
VAI LAMBER UMA VAGINA.
Quer brincar de ser lésbica, mas sem ter esse trabalho todo? Vai jogar The Sims. NÃO coloque que está namorando com outra mulher.

Ok, você não quer brincar de ser lésbica. Só quer mostrar sua lealdade por sua BFF? Arrume outro jeito. Diga que ela é sua irmã. Faça qualquer coisa, inclusive tatuar o nome dela na sua testa, mas não finja que ela é a porra da sua namorada!!!!!

Rainbow kisses.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ovulação potencializa radar que detecta orientação sexual masculina

Em períodos fertéis ou quando estão à procura de um parceiro, mulheres conseguem saber se um homem é heterossexual ou homossexual.

A natureza dotou as mulheres de uma facilidade natural para detectar bons partidos. Mas o sistema só funciona quando há interesse reprodutivo. Durante picos de ovulação, ou mesmo quando as mulheres estão em busca de um par, por exemplo, elas conseguem dizer se um homem é heterossexual ou homossexual com certa precisão depois de uma rápida troca de olhares.

Um trabalho realizado por pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, e da Universidade Tufts, nos EUA, acaba de traçar a associação entre fertilidade e percepção da orientação sexual dos homens. Mas só de homens. De acordo com os pesquisadores, o efeito não pode ser observado quando a mulher tenta julgar outra mulher.

"Isso sugere que a fertilidade influencia a atenção de uma mulher heterossexual para parceiros em potencial, mais do que simplesmente aumentar a sensibilidade para a orientação sexual ou pistas não verbais gerais", ressalta o coordenador do estudo, Nicholas Rule, professor do Departamento de Psicologia da Universidade de Toronto.

Para chegar a estas conclusões, os pesquisadores realizaram três experimentos. No primeiro, quarenta mulheres (que não usavam anticoncepcionais e informaram a data da última menstruação) tiveram que identificar a orientação sexual de homens vendo oitenta imagens 'neutras' de rostos masculinos, ou seja, sem expressões emotivas que pudessem induzir ao acerto. Metade era homossexual e outra metade, heterossexual. Quanto mais próximas elas estavam do pico de ovulação, mais acuradas eram as respostas.

O segundo teste contou com 34 mulheres que tiveram que observar o rosto de duzentas mulheres — cada metade com uma orientação sexual. Neste caso, os pesquisadores não encontraram relação entre a fertilidade e a capacidade de perceber de forma acurada a orientação sexual. Elas simplesmente não conseguiam dizer se a outra mulher era lésbica ou não.

Mas uma pergunta era necessária: a percepção feminina em relação aos homens ficava mais aguçada apenas durante a ovulação ou em qualquer circunstância em que, como no período mais fértil, o homem passava a ser visto como um alvo importante?

Para responder esta questão, a equipe realizou uma terceira experiência. Quarenta mulheres leram histórias românticas e outras quarenta não leram. Depois, foram submetidas aos mesmos testes realizados anteriormente. Os resultados mostraram claramente que a atmosfera de romance aumentou a capacidade que elas têm de detectar bons partidos apenas pelo olhar.

Fonte: Veja
Créditos: Rede Lésbica


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Bem, estou tentando fazer o blog ficar um pouco mais dinâmico, então... rs
(E não deixar criar teias de aranha quando eu não tiver tempo/inspiração para postar.)
Espero que gostem do artigo. Eu, particularmente, achei muito interessante!
Estou criando um novo post na minha cabeça... Fora as muitas ideias que tenho. Só preciso de um pouco de tempo e inspiração para escrever. Prometo não decepcionar os leitores do blog! =P

Rainbow Kisses!

PS: Decidi que responderei os comentários nas janelinhas. Então, quem for comentar, fique ligado nas respostas. :D

sábado, 4 de junho de 2011

Convidado de honra: Crescendo, Aprendendo, Remoendo (E.)

Bem, deixa eu começar me apresentando...Meu nome é E., tenho quase 17 anos, estudo no segundo ano do ensino médio, sou homem, gay, britfag*¹ assumido. A A. me convidou para fazer um post neste lindo blog gay, e aqui estou eu pra falar um pouco sobre “Eu e ela”, nosso processo de auto-aceitação, e o que mais me vier a cabeça. >D

Não me lembro exatamente, mas eu tinha 12 ou 13 anos, uma criança, fazendo “amigos virtuais” em um fake de Alphonse Elric. Numa dessas conheci a A., na época chamava de Setsuna! Sim,uma fake de Negima, não sei se vocês conhecem xD

Acho que a gente sempre se deu bem, conversas sempre divertidas e talz. Eu sempre soube que ela curtia, porque ela deixou isso claro, mas com um detalhe... se dizia “Bi”.Não, ela não é bi e vocês já sabem. Enquanto ela se dizia bissexual, eu me dizia hétero. É, eu tava muito pior que ela xD. Nenhum de nós dois estava pronto para se assumir por completo. Eu muito menos. Tive que passar por diabos para perceber que não tinha nada de errado comigo. Já ela, não queria admitir que estava fora do contexto de gostar de meninos, então era mais cômodo falar “Gosto dos dois”. Hoje ambos já estamos confortáveis com essa situação, não me importo em falar “Curto meninos” e nem ela “Curto SÓ meninas”. :D

Durante todo esse período de aceitação, nós não éramos tão íntimos, isso foi rolar depois. Se não me engano, um pouco antes do meio do ano de 2010. Nessa época, eu já estava tranquilo sendo quem eu era, mas só não tinha coragem de revelar para minha família. No começo deste ano, eu contei para os meus pais. Não foi fácil, pois fui criado num meio cristão. Meu pai é pastor. Aliás, ainda não está sendo fácil. Minha família não aceita, mas meu pai tem sido muito compreensivo, ao contrário de minha mãe. Mas estamos trabalhando nisto.

A A. ainda não teve oportunidade e/ou coragem pra contar pra família dela, mas sei que uma hora ela vai falar. E, pelo que nós conversamos, creio que não está longe!

Cara, atualmente ela [A.] é uma das minhas melhores amigas. Nós conversamos tanto, sobre tudo! Essa intimidade que temos é muito legal e muito importante para mim. Creio que seja pra ela também! xD Algo sincero, - 100% sincero - sem segundas intenções. Somos um Gay e uma Lésbica. Não é que eu ache que não exista amizade sincera entre homem e mulher, ou entre homos do meus sexo, é que simplesmente não existe “perigo”. É amizade nua e pura. Foi muito legal quando parei para pensar nisso. Tenho amigos gays e amigas héteros. Já fiquei com um dos meus amigos gays, mas não deu muito certo... Já em relação às héteros, nunca aconteceu comigo, mas já escutei relatos de mulheres que se apaixonaram por gays. Isto é um grande #Fail (Se a A. permitir, quem sabe eu trate deste assunto num outro post) :x Confesso que tenho medo disso. Mas com a A. não preciso ter medo, certo? ;D

Estou quase encerrando, mas queria levantar uma reflexão aos héteros que estão lendo o blog. Tentem nos entender (não entender o gostar do mesmo sexo, mas as consequências que isso traz). Acho que esse também é um dos objetivos do blog.
Não estou pedindo pra ninguém levantar bandeira e dizer que “É legal ser Gay”. Creio que seja interessante ver o lado das pessoas diferentes de nós, e isso serve para todos. Para mim, para a A., para você, em relação as pessoas com uma outra cultura, orientação sexual (É, às vezes nós ficamos tentando entender um bissexual >D), religião ou com alguma deficiência física. Só assim a humanidade estará mais unida, quando abandonarmos o egoísmo e passarmos a pensar nos outros.

Afinal de contas, We’re all Born this way, so don’t Hold it against me! ;)

P.s: *¹: Britney fan

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E., espero que não se importe por ter tornado o post um pouco anônimo. D:

Bem, não sei porquê ele disse que nossa amizade não tem "perigo"! O dia que ele virar hétero, caso com ele na hora! (Lésbico ele já é!) HAUHAUAHUA! =P

Falando sério... É muito bom ter o E. como amigo. Fico à vontade de falar sobre qualquer coisa. Isso é muito bom. Não que eu não goste de conversar com meus amigos héteros, pelo contrário. Mas é que vocês não "entendem". Vocês aceitam, apoiam, tentam entender até onde dá (o que eu agradeço MUITO!), mas vocês não sentem o que nós sentimos. Isso soa muito rude e ingrato, mas essa não é a minha intenção!

E não é a mesma coisa conversar com uma lésbica/bissexual, porque você nunca sabe se a garota quer ser apenas amigas ou mais que isso. Daí você tem que controlar suas palavras para não parecer que você quer algo a mais. ;S (Tirando amizades de longa data, como no caso da P.C.)

O E. é um grande exemplo para mim, principalmente pela coragem de contar a verdade para os pais e o irmão. Ele está passando por um momento difícil em relação à isso, mas tenho certeza que tudo ficará bem. Bem, comparando ao que achávamos que seria, foi bem fácil, né, E.? Espero que seja assim para mim também.

E., muito obrigada por TUDO! Ainda te darei muuitos abraços! <3

Rainbow kisses!

(E, não, não somos "heterofóbicos"!)


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Tentativa frustrada de falar sobre BTW

Se tem uma música que sorrio toda vez que escuto, posso dizer que ela se chama "Born This Way". Ela me encoraja a ser mais verdadeira. Tanto comigo quanto com as outras pessoas.

"Don't hide yourself in regret
Just love yourself and you're set"

Antes de qualquer coisa, você precisa se amar, bem do jeito que você é. Esse é o princípio da felicidade.
Mas, quando você é gay, tudo é muito complicado.
No começo, é imposível não se sentir culpado. É impossível não querer mudar isso. É impossível não desejar com todas as suas forças ser "normal".
Bem, pode até não ser no começo exatamente, como no meu caso.
Eu encarei tudo com muita naturalidade, para falar a verdade. Não demorei meses para conseguir admitir isso para mim mesma.
Mas acho que isso era porque eu não era tão madura. Não tinha uma boa relação com meus pais, e nem fazia questão de ter. E ainda gostava de garotos, o que me dava uma certa segurança.
Antes de namorar, sempre pensei que fugiria com uma guria assim que fizesse 18 anos. Nós nos amaríamos, e isso bastaria. Meus pais ficariam do lado de fora da minha vida, e eu nem me importaria.
Comecei a namorar. Minha namorada tinha uma relação muito tensa com os pais dela. Eles eram muito distantes dela, e ela sentia isso. Sempre que eu reclamava dos meus pais, ela tentava me fazer ver o lado bom de tê-los por perto. Eu não a ouvia, de qualquer forma.
Ano passado, fiquei bem próxima de pessoas que têm uma relação de muito amor com os pais. Isso fez com que eu finalmente me desse conta de tudo aquilo ela dizia.
Mas foi na mesma época que percebi a "gravidade" da "situação". Comecei a me apavorar.
Se eu aprofundasse minha relação com meus pais, sofreria horrores quando fosse me assumir.
Decidi arriscar, de qualquer forma.
Entretanto, quanto mais nossa relação se aprofundava, mais eu desejava ser "normal".
Ok, isso ainda acontece, mas não fico tentando mudar o imutável, como ano passado.
Cheguei a acreditar que gostava mesmo de garotos. Não, eu nunca gostei, desde que me descobri bissexual! >D
A partir do momento que admiti ser bi, nunca mais olhei para um garoto da mesma forma. LOL
(Na verdade, se eu olhar beeeeem para trás, nunca gosteeeeei de garotos. Eu meio que me obrigava a gostar deles. "Ah, Fulano é tão legal... Você deveria gostar dele." E, de uma forma estranha, isso me fazia gostar.)
E também dizia que era bi, porque eu mesma tinha preconceito com lésbicas. Só de pensar em dizer "Sou lésbica", sentia nojo. '-'
Estou mudando muito ultimamente. Até brinco com umas pessoas (P.C. e E. são bons exemplos) sobre o assunto. Eles ficam dizendo que sou muito lésbica/sapatão. Nem esquento! É verdade mesmo, ué! ó.o

E, dependendo de como amigos héteros brincarem comigo, acho que não esquentaria meeeesmo.
Sei lá, estou finalmente parando de me importar com essas besteiras.

Enfim, esse post foi totalmente fail. Comecei a falar de mim, agora perdi o fio da meada para falar de Born This Way. Tentarei depois.

Rainbow kisses!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Fim de The L Word (e várias aleatoriedades)

Acabei de ver o último episódio de The L Word...
Posso dizer que foi mais do que um seriado lésbico, mas um seriado bom.
É incrível como um episódio fazia tanta diferença para o meu ponto de vista de alguns personagens. Comecei odiando alguém, terminei gostando. Comecei gostando, terminei odiando... Engraçado isso, né? (Tirando a Dana, a Lara e a Carmen, porque sempre gostei delas <3)
Bem, não tenho muito o que dizer... Assisti o especial de The L Word, gostei das atrizes, produtoras e blá...
Elas receberam muitas críticas por não estarem representando as lésbicas fielmente, mas eu discordo. Claro, muitas coisas são mega exageradas, mas, nossa, é TV! Criticaram as roupas, dizendo que eram muito femininas e tal... Desde quando todas as lésbicas precisam ser masculinas? õ.o
Isso me fez perceber que há preconceito na própria "comunidade"... =/
Não sei se vocês sabem, mas existem dois grupos principais de lésbicas: as femmes/lipstick lesbians e as butches. As femmes/lipstick lesbians são femininas, já as butches são masculinas. Criar esses estereótipos é uma forma de firmar o preconceito, ao meu ver. Tudo bem que na prática é BEM assim mesmo, mas... Será que seria assim se não existissem esses estereótipos?
(Que, por sinal, existem há muito tempo... Segundo este site, desde a década de 50.)

Às vezes, me acho bem masculina, mas nunca diria que sou butch. Para falar a verdade, tenho medo delas! HAUAHUAH Sei lá, para mim, não faz sentido nenhum ficar com uma garota que... PARECE UM GAROTO! A melhor parte de uma garota é... Ser uma garota! Bem, essa é uma das coisas que eu acho mais fascinante nelas, mas... ;P

Enfim, "etapa 1" foi cumprida! o/
Sério, a cada dia que passa, me sinto melhor...

... tirando hoje mais cedo, que o assunto "homossexualidade" surgiu na aula de inglês. Como eu odeio quando esse assunto surge! "Eu aceito, mas não é normal!" Então uma mulher que fica solteira a vida inteira também deveria ser anormal. Ou então um casal que casa, mas não tem filho(s). Isso não faz nenhum sentido!
Mas, enfim, fiquei melhor depois que vi The L Word. xP

Às vezes, me sinto um pouco solitária. Todos os meus amigos são héteros. Não que isso seja ruim - isso não é um defeito -, mas tem muuuuuuuuuitas coisas que eu não acho que vocês conseguem entender, mesmo se esforçando para isso. Não quero parecer ingrata, nem arrogante, então espero que vocês peguem o "ponto certo" do que estou tentando dizer... Vocês têm me dado tanto apoio, eu não tenho do que reclamar, de verdade.

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Ah, vi o filme "The Runaways" hoje. A Dakota Fanning estava tão bonitinha...! Mas não vi nada demais na cena dela se pegando com Kristen Stewart. O que foi aquilo?! Decepcionante. u.u
Natalie Portman + Mila Kunis forever! o/
(Nem vou falar de The L Word, porque né...)

Náh, voltando ao assunto The L Word... A última cena foi tão linda! Elas caminhando, chiques, sedutoras, bonitonas, sorridentes... OMG, CASAVA COM TODAAAAAAAAAS! >8D

Well, por hoje é só! Sei que esse post ficou bagunçado, mas... Iria perder a intensidade se eu tivesse dividido em dois ou três posts. xP

Rainbow kiss! ;D

quarta-feira, 16 de março de 2011

Maybe it's time...

Hey, pessoas!

Como algumas pessoas já sabem, fui ao Monobloco no domingo passado.
Posso dizer que, apesar de ter sido uma decisão de última hora, também foi algo pensado há bastante tempo. Como assim?
O plano era ir em uma boate e ver como as coisas funcionam. Eu nunca fui, e nem tenho muita vontade de ir, porque vai um pouco contra os meus princípios (de não beber e não ficar por ficar). Óbvio que eu não sou obrigada a fazer nada que eu não queira, mas... Eu estaria alí, assistindo tudo. E isso me incomodaria bastante. Sei lá, eu realmente acho perturbador. Se eu já achei algumas festas que eu fui meio "urgh", imagina uma boate...?! Eu sei, tem gente que só vai para dançar, mas eu nem gosto de dançar! =P Seria mais como uma experiência mesmo. E para ouvir as músicas, também.
Voltando ao Monobloco... É, foi bem estranho. Não foi ruim, porque eu estava com meus amigos e tal, mas... É vergonhoso! (Devo escrever sobre isso depois no All About Nee)
Assim como eu sou um pouco homofóbica (principalmente comigo mesma), acho que também sou um pouco "heterofóbica".
Okay, acho que sou bem conservadora, isso sim. Beijar na rua? Na frente dos outros? Na frente da família? Nããão! Acho estranho.
Talvez seja "herança" do fato d'eu ter namorado dois anos escondido (bota escondido nisso...)... hahuahau!
Quando eu fiquei com um garoto (a maioria de vocês deve saber quem é), também foi meio escondido. Tirando a parte que ele me beijou na rua (tá, eu já tinha feito isso antes, numa aposta, mas isso é ooooutra história! hahauhaua)... E, nossa, é bem estranho MESMO! >D
Enfim, voltando ao assunto...
Acho que ter ido ao Monobloco foi uma forma de conhecer o "Mundo hétero" um pouco melhor.

Agora finalmente cheguei na parte que eu queria.
Também quis ir para me reafirmar (ou não, se fosse o caso) e me despedir de vez da minha falsa dúvida em relação a minha opção (que não é uma opção...).
Porque acho que estou pronta para começar a encarar os fatos e conhecer o "Meu mundo" "Mundo homo" (O "Meu mundo" é MEU). Parece preconceituoso dividir a sexualidade em dois mundos, mas não é. É uma realidade, infelizmente. (Quando as pessoas negam isso, elas negam a verdade.) Não sei até quando essa divisão vai existir, mas, primeiramente, os dois lados têm que aprender a conviver um com o outro, porque os dois são preconceituosos. Mas, enfim, isso é assunto para outra hora... Voltando ao assunto...
Faz um tempo que penso em ir numa boate gay. Conversei sobre o assunto com umas pessoas e me decidi. Eu quero ir. Porque mesmo conhecendo pessoas bi/homo, sei que ainda sou "presa".
Mais do que querer, eu VOU (talvez neste fds). Aliás, vou numa boate lésbica, não gay. Pelo menos na primeira vez. Se eu gostar, sim, vou outras vezes. Acho que vai ser bom. E não vou usar isso como desculpa para ir contra os meus princípios!

É, isso é mais um tipo de "tratamento de choque" (o outro é assistir The L Word, haha! *).
Algumas pessoas podem não entender, mas isso está me fazendo bem...!
Cada vez mais eu.
Luto por isso desde algum tempo, mas em outras "áreas".
Quem me conhece (okay, todos me conhecem por aqui! haha), sabe que estou melhor.

Bem, é isso! :D

Bjmordida! o/

* Já estou na 3ª temporada! \o/
Assistí-lo, definitivamente, está me ajudando. Até em relação a contar para os meus pais (assunto para um próximo post). Sei que algumas coisas devem ser exagero, mas...
Ah, e é incrível como esse seriado me faz mudar de ideia quanto as personagens num piscar de olhos!

PS: Sei que o post foi beeem generalizado, mas peço que tentem entender um pouco além disso. ^^