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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Tentativa frustrada de falar sobre BTW

Se tem uma música que sorrio toda vez que escuto, posso dizer que ela se chama "Born This Way". Ela me encoraja a ser mais verdadeira. Tanto comigo quanto com as outras pessoas.

"Don't hide yourself in regret
Just love yourself and you're set"

Antes de qualquer coisa, você precisa se amar, bem do jeito que você é. Esse é o princípio da felicidade.
Mas, quando você é gay, tudo é muito complicado.
No começo, é imposível não se sentir culpado. É impossível não querer mudar isso. É impossível não desejar com todas as suas forças ser "normal".
Bem, pode até não ser no começo exatamente, como no meu caso.
Eu encarei tudo com muita naturalidade, para falar a verdade. Não demorei meses para conseguir admitir isso para mim mesma.
Mas acho que isso era porque eu não era tão madura. Não tinha uma boa relação com meus pais, e nem fazia questão de ter. E ainda gostava de garotos, o que me dava uma certa segurança.
Antes de namorar, sempre pensei que fugiria com uma guria assim que fizesse 18 anos. Nós nos amaríamos, e isso bastaria. Meus pais ficariam do lado de fora da minha vida, e eu nem me importaria.
Comecei a namorar. Minha namorada tinha uma relação muito tensa com os pais dela. Eles eram muito distantes dela, e ela sentia isso. Sempre que eu reclamava dos meus pais, ela tentava me fazer ver o lado bom de tê-los por perto. Eu não a ouvia, de qualquer forma.
Ano passado, fiquei bem próxima de pessoas que têm uma relação de muito amor com os pais. Isso fez com que eu finalmente me desse conta de tudo aquilo ela dizia.
Mas foi na mesma época que percebi a "gravidade" da "situação". Comecei a me apavorar.
Se eu aprofundasse minha relação com meus pais, sofreria horrores quando fosse me assumir.
Decidi arriscar, de qualquer forma.
Entretanto, quanto mais nossa relação se aprofundava, mais eu desejava ser "normal".
Ok, isso ainda acontece, mas não fico tentando mudar o imutável, como ano passado.
Cheguei a acreditar que gostava mesmo de garotos. Não, eu nunca gostei, desde que me descobri bissexual! >D
A partir do momento que admiti ser bi, nunca mais olhei para um garoto da mesma forma. LOL
(Na verdade, se eu olhar beeeeem para trás, nunca gosteeeeei de garotos. Eu meio que me obrigava a gostar deles. "Ah, Fulano é tão legal... Você deveria gostar dele." E, de uma forma estranha, isso me fazia gostar.)
E também dizia que era bi, porque eu mesma tinha preconceito com lésbicas. Só de pensar em dizer "Sou lésbica", sentia nojo. '-'
Estou mudando muito ultimamente. Até brinco com umas pessoas (P.C. e E. são bons exemplos) sobre o assunto. Eles ficam dizendo que sou muito lésbica/sapatão. Nem esquento! É verdade mesmo, ué! ó.o

E, dependendo de como amigos héteros brincarem comigo, acho que não esquentaria meeeesmo.
Sei lá, estou finalmente parando de me importar com essas besteiras.

Enfim, esse post foi totalmente fail. Comecei a falar de mim, agora perdi o fio da meada para falar de Born This Way. Tentarei depois.

Rainbow kisses!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Let's try again

O post passado foi um pequeno passinho. Acho que está na hora de dar outro, um pouco maior, já que o de ontem não foi lá grandes coisas.
Estive pensando no primeiro post há dias, mas me retraí na hora de fazê-lo. Fiquei bem nervosa, de verdade. >D
Se eu pudesse ligar meus pensamentos direto a um computador, tudo seria mais fácil. Eu não teria que ordenar meus dedos. E creio que é nesse momento em que edito muitas coisas. Se eu simplesmente pensasse e divulgasse... Seria menos... Angustiante.
Enfim...

A grande verdade é que evito algumas palavras, mesmo que em pensamentos.
Ultimamente, tenho feito muitos "exercícios".
Primeiro, comecei com: "A., você é bi."
Passei para: "A., você é, certamente, bi."
"A., você tem grandes chances de ser gay."
"A., você É gay."
Hoje, pratico o: "A., você é lésbica."
Eu NUNCA gostei dessa palavra. Na minha época "hétero" (acho que nunca fui muuuuuito hétero...), sempre a associei ao mesmo grupo de "vermes", "baratas" e afins. (Não tão literalmente assim...)
A ideia de duas garotas juntas era simplesmente repulsiva.
Mas acho que era normal, já que eu também não tinha interesse em garotos.
Era, sei lá, nojo do "sexo" (beijo, ok?) mesmo. Coisa de criança.
A grande questão é que, mesmo depois de perceber que, sim, eu gosto de garotas, eu continuei tendo repulsa pela palavra lésbica.
Na época que namorei (com uma garota, yeah), eu MORRIA de raiva quando um amigo meu falava que tínhamos um relacionamento lésbico.
Mas não é que ele tinha razão?!
Estou me acostumando com a palavra... XD

Bem, outra função do blog: Fazer com que as pessoas saibam a minha opção sexual.
Já contei para muuuitas pessoas, olhando cara-a-cara, mas, sei lá, cansei disso, sabe? Eu fico muito nervosa, ansiosa. Não me faz bem.
Acho que vai ser melhor para mim. E justo com os amigos que quero contar, mas não tenho coragem.

É, será uma grande terapia para mim.
Queria poder olhar no espelho e dizer tudo isso que escrevo, mas...
Acho que escrever já é um bom começo.

Muito obrigada pelo apoio! (:
Vocês não fazem ideia de como isso é importante para mim.

Rainbow kiss! =D

Próximo post: The L word (eu acho).

PS: Se você, amigo(a), soube da verdade através desse blog, peço desculpas. Ao meu ver, não é justo eu ser sincera cara-a-cara com alguns amigos e com outros não. Gostaria que você pudesse entender! @_@

PS2: Mila, você é muito gata! 3bjs
(Eu tinha mesmo que colocá-la como wallpaper?!)