segunda-feira, 6 de junho de 2011

The Real L Word

Olá, leitores!

Bem, como falei para vocês sobre The L Word, decidi que falar sobre The Real L Word.
Como disse antes, ver seriados gays é uma espécie de terapia para mim.
Sinto-me melhor comigo mesma, de verdade. Posso dizer que, sem The L Word, a minha auto-aceitação estaria... pela metade, ou menos. E acho que essa busca pela minha auto-aceitação explica o porquê de eu ter assistido tão rápido (além de muuito tempo livre!).

Enfim, uma amiga, a M., sugeriu que eu assistisse The Real L Word também.
E foi o que fiz. Assim que acabei The L Word, comecei a assistí-lo.

Ao contrário de The L Word, ele é bem recente.
O primeiro episódio de The L Word foi ao ar no início de 2004. O último, no início de 2009 (ok, não é tão distante assim).
Já The Real L Word foi ao ar pela primeira vez no meio do ano passado. Até agora, ele só tem uma temporada (com 9 episódios).

Outra diferença entre os dois seriados é que The L Word é totalmente criado. Já The Real L Word é como se fosse um "documentário" sobre o dia-a-dia de vários tipos de lésbicas. Mas, ao meu ver, isso não significa que elas não sigam um tipo de roteiro. Isso fica bem notável em alguns episódios, nos quais elas supostamente se conhecem, por exemplo.

Falarei sobre as personagens e depois vou dizer o que achei do seriado. ;D

Rose Garcia, 36 anos. Ela trabalha com venda de imóveis, namora uma cabelereira chamada Natalie Hornedo. Rose é bem imatura e adora festas. Isso faz com que ela e Natalie sempre briguem. Mas Natalie é tão infantil quando Rose... As duas são bem femininas, mas Rose tem atitudes bem grossas e masculinas de vez em quando.

Jill Sloane Goldstein, 33 anos, escritora. Ela é noiva de Nikki Weiss, 37 anos, produtora (não me lembro do que...). Nikki foi casada por 5 anos antes de "sair do armário", no programa da Oprah. As duas passam a temporada inteira fazendo os preparativos do casamento, que é apenas simbólico, já que o casamento gay não é legalizado nos EUA (corrijam-me caso eu esteja errada). As duas são judias e SUPER femininas.

Mikey Koffman, 34 anos, promotora de moda. Namora Raquel Castaneda, uma cabelereira + maquiadora (?). As duas trabalham muito e, por isso, quase não se veem. Mikey é bem butch e Raquel é bem femme.

Whitney Mixter, 28 anos, artista de efeitos especiais. Ela é butch, mas não gosta de ser chamada assim. Prefere ser chamada de soft butch ou hard femme. Ela também é bem festeira e "mulherenga", então está sempre se metendo em confusão (discussões com as garotas) por causa disso. Bem no "estilo Shane" (The L Word)! Não vou falar sobre os rolinhos dela, porque né... Mas ela está, basicamente, envolvida com 3 mulheres.

Tracy Ryerson, 29 anos, produtora executiva de televisão. Ela se descobriu lésbica aos seus 25 anos, mais ou menos. Namora Stamie Karakasidis, comediante, que tem três filhos (um casal de gêmeos e um menino especial) do seu relacionamento anterior (com uma mulher, viu?!). Tracy é assumida, mas sua mãe se recusa a falar sobre o "assunto" e a reconhecer que Stamie é mais do que uma amiga para a filha.

Bem, então... The Real L Word não se compara a The L Word, mas a ideia é boa. Só acho que os produtores têm que dar mais verdade ao seriado e "armar" menos.
Amo o casal NikkixJill! Elas são fofas demais! <3 As duas são um verdadeiro exemplo de que é possível ser super feminina, mesmo sendo lésbica. E que relacionamento femmexfemme existe SIM, minha gente! Quando eu tiver uma namorada, quero que a gente seja como elas. :D'
Minha outra paixão do seriado é a Tracy! rs Ela também é muitíssimo feminina. A relação complicada com a mãe (apenas em relação ao "assunto") fez com que eu me identificasse bastante com ela.

Então, leitores, a 2ª temporada vai ao ar amanhã. O "elenco" irá mudar, apenas permanecendo a Whitney e um dos rolinhos dela, a Romi (que ganhará maior destaque e não será mais rolinho da Whit)
E adivinhem? Ajudarei a traduzir para o Parada Lésbica! :D
Eu já tinha me candidatado para ajudar faz um tempinho, mas só recebi a resposta no sábado. Elas me mandaram um teste para ver se eu era boa tradutora e tal... E recebi a resposta ontem! Fui aprovada! Yay! 8D
Vou ver todos os episódios antes de todo mundo! (A) rs

Enfim, irei postar uma foto das meninas de The Real L Word na campanha "No H8" (talvez fale sobre ela num outro post) e do casal NikkixJill! <3





Rainbow kisses!

PS: Acabei de lembrar que butch em português é "bofinho". Femme é "feminina". Só isso mesmo! XD

fontes: Wikipédia e Wikipédia! lol

sábado, 4 de junho de 2011

Convidado de honra: Crescendo, Aprendendo, Remoendo (E.)

Bem, deixa eu começar me apresentando...Meu nome é E., tenho quase 17 anos, estudo no segundo ano do ensino médio, sou homem, gay, britfag*¹ assumido. A A. me convidou para fazer um post neste lindo blog gay, e aqui estou eu pra falar um pouco sobre “Eu e ela”, nosso processo de auto-aceitação, e o que mais me vier a cabeça. >D

Não me lembro exatamente, mas eu tinha 12 ou 13 anos, uma criança, fazendo “amigos virtuais” em um fake de Alphonse Elric. Numa dessas conheci a A., na época chamava de Setsuna! Sim,uma fake de Negima, não sei se vocês conhecem xD

Acho que a gente sempre se deu bem, conversas sempre divertidas e talz. Eu sempre soube que ela curtia, porque ela deixou isso claro, mas com um detalhe... se dizia “Bi”.Não, ela não é bi e vocês já sabem. Enquanto ela se dizia bissexual, eu me dizia hétero. É, eu tava muito pior que ela xD. Nenhum de nós dois estava pronto para se assumir por completo. Eu muito menos. Tive que passar por diabos para perceber que não tinha nada de errado comigo. Já ela, não queria admitir que estava fora do contexto de gostar de meninos, então era mais cômodo falar “Gosto dos dois”. Hoje ambos já estamos confortáveis com essa situação, não me importo em falar “Curto meninos” e nem ela “Curto SÓ meninas”. :D

Durante todo esse período de aceitação, nós não éramos tão íntimos, isso foi rolar depois. Se não me engano, um pouco antes do meio do ano de 2010. Nessa época, eu já estava tranquilo sendo quem eu era, mas só não tinha coragem de revelar para minha família. No começo deste ano, eu contei para os meus pais. Não foi fácil, pois fui criado num meio cristão. Meu pai é pastor. Aliás, ainda não está sendo fácil. Minha família não aceita, mas meu pai tem sido muito compreensivo, ao contrário de minha mãe. Mas estamos trabalhando nisto.

A A. ainda não teve oportunidade e/ou coragem pra contar pra família dela, mas sei que uma hora ela vai falar. E, pelo que nós conversamos, creio que não está longe!

Cara, atualmente ela [A.] é uma das minhas melhores amigas. Nós conversamos tanto, sobre tudo! Essa intimidade que temos é muito legal e muito importante para mim. Creio que seja pra ela também! xD Algo sincero, - 100% sincero - sem segundas intenções. Somos um Gay e uma Lésbica. Não é que eu ache que não exista amizade sincera entre homem e mulher, ou entre homos do meus sexo, é que simplesmente não existe “perigo”. É amizade nua e pura. Foi muito legal quando parei para pensar nisso. Tenho amigos gays e amigas héteros. Já fiquei com um dos meus amigos gays, mas não deu muito certo... Já em relação às héteros, nunca aconteceu comigo, mas já escutei relatos de mulheres que se apaixonaram por gays. Isto é um grande #Fail (Se a A. permitir, quem sabe eu trate deste assunto num outro post) :x Confesso que tenho medo disso. Mas com a A. não preciso ter medo, certo? ;D

Estou quase encerrando, mas queria levantar uma reflexão aos héteros que estão lendo o blog. Tentem nos entender (não entender o gostar do mesmo sexo, mas as consequências que isso traz). Acho que esse também é um dos objetivos do blog.
Não estou pedindo pra ninguém levantar bandeira e dizer que “É legal ser Gay”. Creio que seja interessante ver o lado das pessoas diferentes de nós, e isso serve para todos. Para mim, para a A., para você, em relação as pessoas com uma outra cultura, orientação sexual (É, às vezes nós ficamos tentando entender um bissexual >D), religião ou com alguma deficiência física. Só assim a humanidade estará mais unida, quando abandonarmos o egoísmo e passarmos a pensar nos outros.

Afinal de contas, We’re all Born this way, so don’t Hold it against me! ;)

P.s: *¹: Britney fan

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E., espero que não se importe por ter tornado o post um pouco anônimo. D:

Bem, não sei porquê ele disse que nossa amizade não tem "perigo"! O dia que ele virar hétero, caso com ele na hora! (Lésbico ele já é!) HAUHAUAHUA! =P

Falando sério... É muito bom ter o E. como amigo. Fico à vontade de falar sobre qualquer coisa. Isso é muito bom. Não que eu não goste de conversar com meus amigos héteros, pelo contrário. Mas é que vocês não "entendem". Vocês aceitam, apoiam, tentam entender até onde dá (o que eu agradeço MUITO!), mas vocês não sentem o que nós sentimos. Isso soa muito rude e ingrato, mas essa não é a minha intenção!

E não é a mesma coisa conversar com uma lésbica/bissexual, porque você nunca sabe se a garota quer ser apenas amigas ou mais que isso. Daí você tem que controlar suas palavras para não parecer que você quer algo a mais. ;S (Tirando amizades de longa data, como no caso da P.C.)

O E. é um grande exemplo para mim, principalmente pela coragem de contar a verdade para os pais e o irmão. Ele está passando por um momento difícil em relação à isso, mas tenho certeza que tudo ficará bem. Bem, comparando ao que achávamos que seria, foi bem fácil, né, E.? Espero que seja assim para mim também.

E., muito obrigada por TUDO! Ainda te darei muuitos abraços! <3

Rainbow kisses!

(E, não, não somos "heterofóbicos"!)


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Não gosto dos meninos









Simplesmente emocionante.
No começo, o desespero. Mas, a partir do momento que você aceita a sua "condição", TUDO fica melhor.
Daí vem o medo dos pais. Ainda estou nessa fase.

São esses vídeos que me fazem ter fé no amor dos meus pais e dos amigos. E foda-se o resto (que não gostar).

Ser gay é uma característica. Não é um estilo de vida, não é uma escolha. Isso não te faz pior do que ninguém. Nem melhor.

É isso aí.

Rainbow kisses!